quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Orgulho pouco é bobagem! Filme Ayrton Senna - Assisti no Japão!

Imagine um sujeito brasileiro, trabalhador, humilde e esforçado. Este sujeito tem um ídolo no esporte que na sua adolescência o motivou a melhorar sempre e a buscar vitórias na vida acima de tudo. Prazer, este sujeito sou eu. Pois bem, o sujeito aqui sofreu como boa parte dos brasileiros no dia da morte de seu ídolo, e passou a preservar a memória e a comprar todo e qualquer produto, revista ou seja lá o que for que lembrasse o grande Ayrton Senna. Ah, é o Ayrton o ídolo do sujeito aqui. No Brasil dos últimos cinco séculos não tivemos referência de caráter, perseverança e devoção ao trabalho melhor do que foi o Ayrton. Motivos de orgulho ele nos deu e ainda continua dando de sombra. Poucas pessoas amaram tanto seu país quanto o Ayrton. Amaram tanto a sua família quanto o Ayrton. Enfrentaram o sistema tanto quanto o Ayrton. Trabalharam e venceram tanto quanto o Ayrton. Ajudou e ajuda a tantos quanto o Ayrton. Este é o homem apresentado no excelente filme produzido por uma coligação de estúdios, contando com parcerias em vários países, principalmente Japão, Estados Unidos(Universal) e Brasil. Senna mais uma vez enche o Brasil de orgulho e no ano que se completa 50 anos do nascimento deste ídolo, o filme Ayrton Senna coroou as comemorações no mais alto estilo.


Infelizmente não consegui ver o filme no dia da estréia como eu tinha programado, estive em Suzuka para acompanhar o GP do Japão de F-1. Ali conferi outro momento muito emocionante, a volta que Bruno Senna deu no traçado japonês com a Lotus de 1985 da primeira vitória no Estoril em Portugal. Mas no sábado seguinte eu já estava no cinema de uma rede de shoppings na cidade de Higashiura. Era hora de ver o filme do grande tricampeão. E que filme! Que técnicas usaram, que forma de abordar o ídolo, onde ele mesmo através de imagens se "auto-interpretou". Mesclando o idioma português, inglês, francês e por vezes até mesmo o japonês o filme emociona até mesmo aqueles que nunca viram uma corrida sequer do Ayrton, emociona e faz com que cada um tenha vontade de voltar no passado, e de alguma forma tentar evitar que o acidente do dia primeiro de maio de 1994 tivesse acontecido.


Balestre é o monstro maior do filme, e não deveria ser de outra forma. Este ex-colaborador dos nazistas roubou um título mundial do Ayrton, se dizia a luz da razão, xingado e odiado em nosso país, Balestre marca negativamente o filme, como o fez na vida do Ayrton. A rivalidade de Senna com Alain Prost também é explorada, muitos ficam com raiva do francês, porém no final a grande virada. A reconquista da amizade de Senna e do público que assiste ao filme. Alain Prost sai do filme perdoado por todos, hoje na condição de um dos maiores colaboradores do instituto Ayrton Senna. O filme vale a pena. Ao pessoal do Brasil que ainda aguarda a chegada da película eu recomendo bastante pipoca e chegar cedo para pegar o melhor lugar na sala de exibição, e se possível, procurar no assento algum cinto de segurança! Senna vai arrepiar para cima de todos!


E que orgulho eu senti, principalmente por ser aqui no Japão que vi o filme, terra onde Senna conquistou seus três títulos mundiais na Fórmula 1, de corridas memoráveis em Suzuka, ali, tão perto. Ver os japoneses que não vão muito com a cara dos brasileiros saírem aplaudindo a um conterrâneo nosso. Valeu demais!

Valeu Ayrton Senna do Brasil!

Daniel Gimenes



Um comentário:

Tati Santana disse...

Não tenho dúvidas disso! Belas palavras! Parabéns! Abraços ^.^

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